Arredios, eles admitem terem vindo da Capital em busca de um lugar “tranquilo”
03/03/2012 - 16h14 . Atualizada em 04/03/2012 - 14h45| Luciana Félix |

Usuários de crack na Avenida Aquidabã
(Foto: Elcio Alves/AAN)
(Foto: Elcio Alves/AAN)
Parte dos usuários de crack expulsos pela Polícia Militar (PM) da Cracolândia, no Centro de São Paulo, no começo do ano, migrou para Campinas. Eles deixaram a área — que ficou conhecida na Capital durante anos como um território dominado pelo tráfico de drogas e a prostituição — em busca de um novo ponto para viver nas ruas e usar drogas sem serem incomodados por ações policiais. Encontraram a região do Viaduto Cury.
A reportagem esteve três vezes no local na última semana e encontrou com os novos moradores. Arredios, eles admitem terem vindo da Capital em busca de um lugar “tranquilo”, mas evitam prolongar as conversas. Sem se identificar, dizem já estar “entrosados” com os antigos habitantes e até batizaram a nova morada: Comunidade. Os antigos moradores de rua confirmam a chegada dos forasteiros, a quem chamam de “novas caras”, e a convivência pacífica.
Não existe um levantamento oficial da Prefeitura ou da polícia sobre a quantidade de viciados que chegaram à cidade. O fenômeno migratório começou logo após as ações em São Paulo. Lá, a PM ocupou a Cracolândia e expulsou, de forma polêmica, centenas de pessoas. Muitos acabaram indo a outros bairros da própria Capital, mas parte deixou a cidade.
Comerciantes e moradores do Centro de Campinas estão assustados com o aumento dos usuários de droga na região. A sensação de insegurança, dizem, cresce ao anoitecer. “De dois meses para cá aumentou muito. A gente passa e eles pedem dinheiro. É complicado
A reportagem esteve três vezes no local na última semana e encontrou com os novos moradores. Arredios, eles admitem terem vindo da Capital em busca de um lugar “tranquilo”, mas evitam prolongar as conversas. Sem se identificar, dizem já estar “entrosados” com os antigos habitantes e até batizaram a nova morada: Comunidade. Os antigos moradores de rua confirmam a chegada dos forasteiros, a quem chamam de “novas caras”, e a convivência pacífica.
Não existe um levantamento oficial da Prefeitura ou da polícia sobre a quantidade de viciados que chegaram à cidade. O fenômeno migratório começou logo após as ações em São Paulo. Lá, a PM ocupou a Cracolândia e expulsou, de forma polêmica, centenas de pessoas. Muitos acabaram indo a outros bairros da própria Capital, mas parte deixou a cidade.
Comerciantes e moradores do Centro de Campinas estão assustados com o aumento dos usuários de droga na região. A sensação de insegurança, dizem, cresce ao anoitecer. “De dois meses para cá aumentou muito. A gente passa e eles pedem dinheiro. É complicado
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